AGRONEGÓCIO

Citricultura: São Paulo atualiza regras de prevenção ao Greening e reforça controle do HLB em novos municípios

Publicado em

O setor citrícola paulista passa a contar com novas diretrizes para o enfrentamento do Greening, também conhecido como Huanglongbing (HLB), após a publicação da Resolução SAA nº 32 de 2026 pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

As medidas atualizam o sistema de prevenção e controle da doença, considerada uma das mais graves da citricultura mundial, e têm como objetivo reduzir sua incidência em municípios onde a atividade tem relevância econômica.

A resolução está alinhada à Portaria SDA/MAPA nº 1.326/2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária, que reforça a governança fitossanitária e define competências para os órgãos estaduais de defesa agropecuária.

Municípios passam a ser classificados por nível de incidência do Greening

Uma das principais mudanças é a criação de dois grupos de classificação para os municípios paulistas: baixa e alta incidência da doença.

Segundo o novo critério, localidades com até 10% de pomares contaminados serão enquadradas como de baixa incidência. Acima desse percentual, os municípios passam a ser considerados de alta incidência.

De acordo com o engenheiro agrônomo e diretor do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal, Alexandre Paloschi, a medida busca fortalecer o controle regionalizado da doença e ampliar a eficiência das ações de manejo.

Leia Também:  Brangus do Brasil vive momento de expansão e impulsiona mercado de genética no primeiro semestre
Monitoramento do psilídeo passa a ser quinzenal

A nova resolução também estabelece o monitoramento obrigatório a cada 15 dias do psilídeo Diaphorina citri, vetor responsável pela transmissão da doença em pomares de citros de todas as idades.

O objetivo é interromper o ciclo biológico do inseto, reduzindo a disseminação do patógeno entre plantas e áreas produtivas.

Regras de erradicação são flexibilizadas em áreas de alta incidência

Outra mudança relevante diz respeito à erradicação de plantas contaminadas. Em municípios classificados com alta incidência, produtores que possuem pomares adultos infectados não terão mais obrigação de erradicação compulsória, desde que as áreas estejam sob manejo adequado.

Nesses casos, a exigência passa a valer apenas para plantas com até três anos de idade.

Já nos municípios de baixa incidência, a erradicação permanece obrigatória para todas as plantas, independentemente da idade.

Segundo Paloschi, a atualização busca adequar a legislação à realidade do campo, equilibrando controle fitossanitário e sustentabilidade da produção.

Transporte de frutas terá novas exigências sanitárias

A resolução também estabelece novas regras para o transporte interestadual de citros produzidos em São Paulo.

A partir de agora, será obrigatório o processamento e a escovação dos frutos antes do envio para outros estados, com o objetivo de eliminar folhas e ramos que possam atuar como vetores indiretos da doença.

Leia Também:  Soja recua em Chicago com pressão do óleo e clima no Meio-Oeste dos EUA

A única exceção prevista é para a tangerina Ponkan.

As regras se aplicam às espécies de citros (Citrus spp.), além de Fortunella spp. e Poncirus spp.

Setor busca equilíbrio entre controle sanitário e competitividade

De acordo com a Secretaria de Agricultura, o enfrentamento ao Greening já apresenta sinais de desaceleração da doença no estado, resultado de ações contínuas de monitoramento, fiscalização e orientação técnica aos produtores.

O secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, destaca que a atualização normativa reforça a estratégia estadual de controle da doença sem comprometer a viabilidade econômica da citricultura.

Perspectivas para a citricultura paulista

Com a nova resolução, o Estado de São Paulo reforça sua política de contenção do Greening em um momento em que a citricultura enfrenta desafios sanitários globais.

A expectativa é de que o novo modelo de classificação por incidência, aliado ao monitoramento mais frequente do vetor e às regras de manejo mais flexíveis em áreas críticas, contribua para maior eficiência no controle da doença e proteção da produção citrícola paulista.

Resolução na íntegra

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Laranja 2026/27: Indústrias iniciam negociações com preços abaixo da safra anterior, aponta mercado citrícola

Published

on

Início da safra 2026/27 da laranja tem sinalização de preços mais baixos

As primeiras movimentações do mercado para a safra 2026/27 de laranja já começaram no cinturão citrícola de São Paulo e no Triângulo Mineiro, com início das discussões de contratos e renegociações logo após a divulgação da estimativa inicial do Fundecitrus.

Segundo pesquisadores do Cepea, as indústrias iniciaram o processo oferecendo valores abaixo dos praticados na temporada anterior. Até o momento, não há registros de negócios efetivamente fechados, apenas propostas iniciais e movimentos de reposicionamento de mercado.

Contexto de mercado muda em relação à safra passada

De acordo com o Cepea, o cenário atual é diferente do observado na última temporada. No ciclo anterior, o setor enfrentava forte preocupação com o abastecimento industrial, estoques historicamente baixos e expectativa de oferta limitada de frutas.

Esse ambiente sustentou negociações mais firmes e maior pressão compradora por parte das indústrias.

Agora, embora a nova safra também seja considerada menor, o mercado inicia 2026/27 com percepção diferente de risco de desabastecimento, o que altera a dinâmica de preços.

Leia Também:  Consumo de carne suína cresce 35% em uma década e impulsiona expansão da Suinco
Estoques de suco e demanda global reduzem pressão de compra

Ainda segundo o Cepea, o aumento dos estoques de suco de laranja e a demanda internacional mais lenta vêm reduzindo a urgência das processadoras em garantir matéria-prima.

Na prática, as indústrias de processamento entram na nova temporada em posição mais confortável, o que diminui a disposição para repetir os patamares de preços observados no ciclo anterior.

Expectativa é de avanço gradual nas negociações

A tendência, conforme avaliação do Cepea, é de que as negociações evoluam de forma gradual nas próximas semanas, acompanhando o desenvolvimento da colheita de frutas de meia-estação.

A expectativa do setor é de que o ritmo industrial ganhe força a partir da segunda quinzena de junho, quando a disponibilidade de matéria-prima tende a aumentar e o mercado deve ganhar mais liquidez.

Panorama final

O início da safra 2026/27 da laranja aponta para um ambiente de negociação mais cauteloso, com indústrias testando preços mais baixos diante de estoques elevados e demanda externa ainda moderada. O comportamento das próximas semanas será decisivo para definir o rumo dos contratos no cinturão citrícola brasileiro.

Leia Também:  Preço da carne suína cai e aumenta competitividade frente a bovinos e frangos

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA