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Contratos futuros de açúcar iniciam semana em queda; etanol apresenta recuperação

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Os contratos futuros de açúcar deram início à semana em baixa nas bolsas internacionais, influenciados pela expressiva entrega do vencimento março/24 de açúcar bruto na ICE Futures de Nova York. Essa movimentação foi interpretada pelos analistas como uma tendência baixista, refletindo diretamente nos preços.

Em Nova York, o lote maio/24 do açúcar bruto foi contratado a 20,60 centavos de dólar por libra-peso, marcando um recuo de 49 pontos, equivalente a 2,4%, em comparação com os preços da sexta-feira. A tela julho/24 também apresentou queda, registrando 43 pontos a menos, contratada a 20,48 cts/lb. Outros contratos variaram entre 12 e 37 pontos negativos.

Segundo a Reuters, a corretora hEDGEPoint Global Markets revisou para baixo sua estimativa da safra de cana-de-açúcar CS Brasil 2024/25 na segunda-feira, fixando-a em 615 milhões de toneladas, em comparação com os 620 milhões estimados anteriormente.

Londres também testemunhou uma segunda-feira de baixa em todas as telas do açúcar branco listadas na ICE Futures Europe. O vencimento maio/24 foi contratado a US$ 593,00 por tonelada, refletindo uma queda de 9,60 dólares, ou 1,6%, em relação à sessão anterior. A tela agosto/24 desvalorizou 10,30 dólares, sendo negociada a US$ 577,50 por tonelada. Outros lotes apresentaram quedas entre 3,90 e 9,80 dólares.

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No mercado interno, as cotações do açúcar cristal, medida pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP, registraram baixa. A saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 142,94, marcando uma queda de 0,13% em comparação com sexta-feira.

Quanto ao etanol hidratado, após sete dias consecutivos de queda, apresentou uma valorização no Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado pelas usinas a R$ 2.192,50 o m³, contra os R$ 2.185,50 o m³ praticados na sexta-feira, representando uma valorização de 0,32%.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de café na Ásia enfrenta escassez de oferta e preocupa traders com riscos climáticos do El Niño

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O mercado de café no Sudeste Asiático segue operando com oferta restrita e baixa liquidez nas últimas semanas, em um cenário marcado pela retenção de vendas no Vietnã, atrasos na colheita da Indonésia e crescente preocupação com os impactos climáticos associados ao possível retorno do fenôeno El Niño. A avaliação é da Hedgepoint Global Markets, que monitora o comportamento do mercado global da commodity.

Segundo a análise, o Vietnã — maior produtor mundial de café robusta — registrou forte desempenho nas exportações até abril da safra 2025/26, embarcando 18,6 milhões de sacas, volume 23,9% superior ao observado no mesmo período do ciclo anterior.

Vietnã reduz disponibilidade de café após vendas aceleradas

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, os produtores vietnamitas aproveitaram os preços elevados, a maior oferta da safra e a menor presença do Brasil nas exportações nos últimos meses para intensificar as vendas no início da temporada.

Com grande parte da produção já comercializada e o país entrando no período de entressafra, os produtores passaram a reduzir o ritmo de novos negócios, diminuindo a disponibilidade de café no mercado internacional.

Esse movimento levou compradores a buscar alternativas na Indonésia. No entanto, o país também enfrenta dificuldades de oferta.

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Chuvas atrasam colheita de café na Indonésia

As chuvas intensas registradas nas últimas semanas provocaram atrasos no início da colheita da safra 2026/27 da Indonésia, reduzindo a disponibilidade imediata do produto e limitando os volumes exportados.

“A safra 26/27 da Indonésia tinha previsão de começar em abril, com volumes maiores chegando ao mercado a partir de maio. No entanto, chuvas intensas ao longo do mês passado atrasaram o início da colheita, limitando a disponibilidade de café”, afirma Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

Oferta restrita sustenta preços do café robusta

O cenário de menor disponibilidade na Ásia também tem sustentado os preços internacionais do café robusta, principalmente porque a entrada da safra brasileira 2026/27 ainda ocorre de forma lenta, apesar da expectativa de produção recorde.

Outro fator que contribui para o suporte das cotações é o fortalecimento do real frente ao dólar, condição que reduz o interesse de produtores brasileiros em acelerar vendas no curto prazo.

El Niño amplia preocupações para próximas safras

Além das restrições imediatas de oferta, o clima segue no radar do mercado cafeeiro global. No Vietnã, abril registrou chuvas abaixo da média após um março mais úmido, aumentando as preocupações sobre a floração e o desenvolvimento das lavouras.

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As atenções do mercado se concentram na possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño ao longo do segundo trimestre, fenômeno que pode afetar a disponibilidade hídrica nas regiões produtoras.

“Até o momento, nenhum impacto negativo foi relatado, e chuvas adicionais são esperadas nos próximos dias, o que deve proporcionar algum alívio aos agricultores”, destaca Laleska Moda.

Segundo a analista, os maiores riscos climáticos ainda estão concentrados nas próximas temporadas.

“Os principais riscos são vistos atualmente para a safra 27/28, já que o El Niño poderia restringir a disponibilidade de água para irrigação e atrasar a floração do café”, afirma.

Mercado segue atento à oferta global de café

Com estoques reduzidos no Vietnã, atraso da colheita na Indonésia e incertezas climáticas para os próximos ciclos, o mercado internacional de café segue monitorando de perto a evolução da oferta asiática.

A combinação entre menor disponibilidade imediata e riscos climáticos futuros mantém o setor em alerta e reforça a volatilidade nas cotações globais do café robusta.

Fonte: Portal do Agronegócio

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