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Goiás intensifica combate ao Greening com novo programa estadual de controle do HLB nos citros

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A citricultura goiana entrou em alerta máximo contra o avanço do Huanglongbing (HLB), também conhecido como Greening. A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) publicou a Instrução Normativa nº 1/2026, criando o Programa Estadual de Prevenção e Controle Complementar ao HLB (PECHLB), com uma série de medidas fitossanitárias voltadas à proteção da produção de citros em Goiás.

A nova regulamentação estabelece ações obrigatórias de prevenção, monitoramento, controle e erradicação da doença, considerada atualmente a mais severa e destrutiva para os citros em nível mundial.

Programa busca proteger produção, empregos e cadeia citrícola em Goiás

Segundo a Agrodefesa, a implementação do programa é estratégica para preservar a sanidade vegetal e evitar impactos econômicos sobre o setor citrícola goiano.

O presidente da agência, José Ricardo Caixeta Ramos, destacou que a citricultura possui relevância econômica crescente no estado, contribuindo para geração de renda e empregos no campo.

De acordo com a Agrodefesa, o programa cria protocolos específicos para diferentes cenários fitossanitários, incluindo:

  • áreas com ocorrência confirmada da doença;
  • municípios limítrofes;
  • regiões sem registros de HLB.

A medida busca aumentar a eficiência da vigilância sanitária e acelerar as respostas em caso de detecção da doença.

Erradicação de plantas contaminadas será obrigatória

Entre as principais determinações do novo programa está a obrigatoriedade da eliminação imediata de plantas contaminadas pelo HLB.

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O gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, explicou que os produtores deverão realizar o arranquio ou corte das plantas infectadas, além de adotar manejo para impedir novas brotações.

A normativa estabelece que não haverá indenização pelas plantas eliminadas.

Além disso, a Agrodefesa realizará levantamentos fitossanitários anuais para monitoramento da doença em todo o território goiano.

HLB é doença sem cura e ameaça produção de citros

O Huanglongbing é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp., que compromete o sistema vascular da planta e provoca perdas severas de produtividade.

A disseminação ocorre principalmente por meio do psilídeo Diaphorina citri, inseto vetor que se hospeda em plantas cítricas e também na murta (Murraya paniculata).

Entre os principais sintomas do Greening estão:

  • folhas amareladas e mosqueadas;
  • frutos deformados;
  • sementes escurecidas e malformadas;
  • queda prematura dos frutos;
  • redução drástica da produtividade.

A coordenadora do Programa de Citros da Agrodefesa, Mariza Mendanha, reforçou que o HLB não possui cura e exige monitoramento constante por parte dos produtores.

Segundo ela, o controle eficiente depende da rápida eliminação das plantas contaminadas e da conscientização do setor produtivo sobre os riscos da doença.

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Goiás endurece regras para cultivo e comércio de murta

A Instrução Normativa nº 1/2026 também endureceu as regras relacionadas à murta, planta considerada hospedeira do inseto transmissor do HLB.

Com a nova regulamentação:

  • fica proibida a manutenção de murta em municípios com ocorrência da doença;
  • será obrigatória a eliminação das plantas existentes;
  • também fica proibida a presença de murta com ocorrência do psilídeo em raio de até quatro quilômetros de áreas comerciais de citros.

Além disso, o estado proibiu:

  • produção de mudas de murta;
  • comercialização da planta;
  • transporte interestadual e intraestadual;
  • entrada da espécie em Goiás.

Viveiros, floriculturas, revendedores e estabelecimentos comerciais que possuírem mudas ou plantas da espécie deverão realizar a destruição imediata dos exemplares.

Doença já está presente em importantes estados produtores

No Brasil, o HLB já possui registros em importantes polos citrícolas, incluindo:

  • São Paulo;
  • Minas Gerais;
  • Paraná;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Santa Catarina;
  • Goiás.

Atualmente, não existem variedades comerciais de citros resistentes à doença, o que torna as medidas preventivas fundamentais para evitar perdas econômicas e produtivas no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Pesquisas com drones agrícolas na Ufes buscam aumentar eficiência em lavouras estratégicas do Espírito Santo

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O avanço da agricultura de precisão no Espírito Santo ganha novo impulso com pesquisas desenvolvidas pela Universidade Federal do Espírito Santo em parceria com a Fotus Agro. Os estudos investigam o uso de drones agrícolas em culturas estratégicas para a economia capixaba, como café conilon e pimenta-do-reino, com foco no aumento da eficiência operacional e na melhoria da aplicação de insumos no campo.

As pesquisas estão sendo conduzidas no campus da Ufes em São Mateus, uma das principais regiões produtoras do estado, e buscam gerar conhecimento técnico aplicável à realidade do produtor rural.

O projeto ganha relevância em um momento de forte valorização do agronegócio capixaba. Segundo dados da Seag, o valor da produção de café no Espírito Santo cresceu quase 77% em 2024, alcançando R$ 16,7 bilhões. Já a pimenta-do-reino, segmento no qual o estado lidera a produção nacional, ultrapassou R$ 2,2 bilhões em valor de produção.

Drones agrícolas ampliam eficiência e precisão no manejo

De acordo com Edney Leandro da Vitória, professor responsável pelos estudos na Ufes, o objetivo central é transformar a tecnologia em soluções práticas para o agronegócio.

“Os estudos têm como foco gerar conhecimento aplicado, que possa futuramente orientar o uso mais eficiente dessas tecnologias no campo”, destaca.

As pesquisas analisam diferentes frentes da aplicação de drones agrícolas, incluindo eficiência da deposição de gotas, uniformidade da pulverização e tecnologia de aplicação em taxa variável.

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Esse modelo permite direcionar defensivos e insumos conforme a necessidade específica de cada área da lavoura, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência operacional.

Estudos avaliam custos, logística e viabilidade econômica

Além da pulverização de precisão, os pesquisadores também investigam aspectos operacionais do uso de drones no dia a dia das propriedades rurais.

Entre os fatores analisados estão tempo de operação, logística de campo, consumo de baterias e custo por hectare aplicado.

Segundo os especialistas, essas informações são fundamentais para que os produtores consigam avaliar a viabilidade econômica da tecnologia em diferentes cenários produtivos.

Outro foco importante da pesquisa é a utilização dos drones para dispersão de materiais sólidos, como fertilizantes e sementes, ampliando o potencial de aplicação da tecnologia além da pulverização convencional.

Topografia do Espírito Santo favorece uso da tecnologia

Os estudos desenvolvidos pela Ufes consideram diferentes culturas agrícolas e áreas de relevo acidentado, característica comum no Espírito Santo e que frequentemente limita o uso de maquinário tradicional.

Nesse contexto, os drones agrícolas surgem como alternativa para operações em terrenos de difícil acesso, oferecendo maior flexibilidade operacional e redução de impactos sobre a lavoura.

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A iniciativa foi viabilizada após a doação de um drone modelo EAVision pela Fotus Agro à universidade. O equipamento possui sensores de alta precisão e capacidade de operação em áreas complexas.

Para Rodolfo Stanke, Head da empresa, a aproximação entre universidade e setor produtivo fortalece a evolução tecnológica no agronegócio.

“O objetivo é estar cada vez mais conectado com a pesquisa e com a realidade do campo. Essa troca com a universidade permite evoluir o produto com base em evidências técnicas, ao mesmo tempo em que apoia a formação de novos profissionais”, afirma.

Agricultura de precisão ganha espaço no agronegócio brasileiro

O avanço das pesquisas reforça a tendência de expansão da agricultura de precisão no Brasil, especialmente em culturas de alto valor agregado e regiões com desafios operacionais mais complexos.

A expectativa é que os resultados obtidos pela Ufes sejam transformados em recomendações práticas para produtores rurais, contribuindo para maior eficiência, redução de custos e uso mais sustentável de insumos agrícolas nas principais cadeias produtivas do Espírito Santo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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