AGRONEGÓCIO

IGP-10 recua 0,30% em junho pressionado por queda nas commodities agrícolas e combustíveis

Publicado em

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou queda de 0,30% em junho, revertendo a alta de 0,89% observada em maio, conforme dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Apesar do resultado negativo no mês, o indicador acumula avanço de 3,16% no ano e alta de 2,15% nos últimos 12 meses.

O movimento reflete principalmente a redução dos preços no segmento produtor, especialmente em importantes commodities do agronegócio, além da desaceleração dos combustíveis. Em junho do ano passado, o índice havia recuado 0,97%, acumulando elevação de 5,62% em 12 meses.

Commodities agrícolas lideram movimento de queda

Segundo análise do economista Matheus Dias, do FGV IBRE, o comportamento do IGP-10 foi fortemente influenciado pela acomodação dos preços internacionais e pela normalização da oferta de diversos produtos agropecuários.

Entre os destaques de baixa estão o café, a cana-de-açúcar e os combustíveis, que contribuíram significativamente para a retração do índice no atacado. O cenário indica uma redução das pressões inflacionárias observadas nos meses anteriores, especialmente em cadeias ligadas à produção agrícola e energética.

Leia Também:  Lagartas desafiam milho safrinha 2025 no Cerrado e alertam para risco de quebra de resistência Bt

Por outro lado, algumas commodities agrícolas apresentaram valorização em junho. Produtos como batata-inglesa e feijão registraram aumento de preços em função de fatores sazonais e restrições momentâneas de oferta, limitando uma queda mais acentuada do indicador.

Combustíveis aliviam pressão sobre os preços ao consumidor

No varejo, a desaceleração dos preços dos combustíveis ajudou a conter a inflação ao consumidor. Entretanto, o efeito foi parcialmente compensado pelos aumentos observados em alimentos in natura e nas tarifas de energia elétrica, itens que continuam impactando o orçamento das famílias brasileiras.

A combinação desses fatores resultou em um comportamento mais moderado dos índices de preços ao consumidor, contribuindo para o desempenho geral do IGP-10 em junho.

Construção civil mantém trajetória de alta

Enquanto os preços no atacado recuaram, o setor da construção civil continuou apresentando pressão inflacionária. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) manteve trajetória de alta, impulsionado principalmente pelo aumento dos custos de mão de obra e pela valorização de alguns insumos utilizados nas obras.

Leia Também:  Produtores de trigo no RS iniciam plantio com menor investimento em tecnologia

De acordo com a FGV, esse avanço nos custos da construção impediu que a queda do IGP-10 fosse ainda mais intensa no período.

Perspectivas para o agronegócio

O recuo do IGP-10 sinaliza um ambiente de menor pressão sobre os custos de produção em importantes cadeias do agronegócio brasileiro, especialmente nos segmentos ligados a commodities agrícolas exportáveis. A evolução dos preços internacionais, do câmbio e das condições climáticas continuará sendo determinante para o comportamento dos índices de inflação nos próximos meses.

Para produtores rurais e agentes do mercado, o cenário reforça a importância do acompanhamento dos custos de produção e das tendências de preços das commodities, fatores que influenciam diretamente a rentabilidade das atividades agropecuárias ao longo da safra 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Nutrição Castrolanda combina tecnologia e precisão para impulsionar produtividade leiteira e eficiência no campo

Published

on

A evolução da pecuária leiteira da Castrolanda é resultado de uma combinação entre genética, manejo, tecnologia e, sobretudo, nutrição animal. Ao longo das últimas décadas, a cooperativa consolidou um sistema produtivo mais tecnificado, no qual a alimentação se tornou fator determinante para o aumento da produtividade por vaca e da eficiência do rebanho.

Com a modernização dos sistemas de produção — que migraram do modelo a pasto para estruturas semiconfinadas e confinadas —, a nutrição passou a responder por até 60% da matéria seca consumida por vacas de alta produção e por mais de 70% da produção de leite.

Evolução histórica da nutrição acompanha transformação da pecuária leiteira

Desde o início da década de 1950, a alimentação do rebanho leiteiro na Castrolanda era baseada principalmente em forragens de inverno e verão, complementadas por rações concentradas.

Com a inauguração da Fábrica de Rações em 1970, a produção ganhou escala e passou a atender também outras cadeias pecuárias, como suínos e aves, acompanhando o crescimento da agricultura regional.

De acordo com o Consultor de Negócios Leite da Castrolanda, Huibert Pieter Janssen, as primeiras formulações seguiam uma lógica simples, baseada no teor proteico e no tipo de sistema produtivo da época, com rações que variavam entre 15%, 18% e 23% de proteína, além de concentrados mais tecnificados para uso em propriedades rurais.

Expansão industrial e modernização das formulações nutricionais

Com o avanço da pecuária leiteira, a Castrolanda ampliou sua estrutura industrial. Em 1990, a fábrica matriz em Castro foi expandida. Em 2003, foi inaugurada a unidade de Piraí do Sul, em parceria com a Perdigão S/A. Já em 2009, a unidade matriz passou por nova ampliação.

Leia Também:  Portal do Agronegócio

Atualmente, a Nutrição Castrolanda trabalha com um portfólio diversificado de rações com níveis de proteína que variam entre 16%, 18%, 20% e 23%, atendendo diferentes fases e sistemas de produção.

O portfólio também inclui suplementos energéticos, minerais, núcleos, concentrados e dietas específicas para vacas secas, pré-parto, novilhas e bezerras, além de aditivos voltados à saúde ruminal, imunidade e eficiência alimentar.

Uso de aditivos e nutrição de precisão melhora desempenho do rebanho

Segundo Huibert Janssen, a evolução das formulações incorporou tecnologias validadas por pesquisas científicas e instituições reconhecidas, incluindo aditivos como monensina sódica, leveduras, biotina, minerais orgânicos, gordura protegida, tamponantes e adsorventes de micotoxinas.

Esses componentes contribuem para melhor digestibilidade, saúde do rúmen, eficiência alimentar e desempenho reprodutivo, refletindo diretamente na qualidade e no teor de sólidos do leite produzido.

Na prática, uma nutrição equilibrada favorece maior imunidade, melhor desempenho reprodutivo e maior estabilidade produtiva ao longo do ciclo das vacas leiteiras.

Tecnologia industrial garante precisão e padronização das rações

Nas unidades industriais da Castrolanda, o processo de produção de ração é totalmente monitorado, desde o recebimento das matérias-primas até a expedição do produto final.

Segundo o coordenador de produção da fábrica matriz, Mahani Piacentini, cada carga passa por classificação, análise laboratorial e controle de qualidade antes da liberação, com tempo médio de avaliação de aproximadamente 30 minutos.

O processo é altamente automatizado, garantindo precisão na dosagem de microingredientes — em alguns casos, com variações mínimas de gramas — para assegurar fidelidade entre a formulação e o produto final entregue ao cooperado.

Controle de qualidade mede homogeneidade e eficiência da ração

Durante a produção, parâmetros técnicos como o Coeficiente de Variação (CV) são utilizados para avaliar a uniformidade da mistura, enquanto o Índice de Durabilidade do Pellet (PDI) mede a resistência física da ração.

Leia Também:  Federal Reserve enfrentará desafios econômicos crescentes em sua próxima reunião

Esses indicadores são fundamentais para garantir que o animal consuma uma dieta equilibrada e com alta eficiência nutricional, reduzindo perdas e melhorando o aproveitamento dos nutrientes.

Além disso, o controle de qualidade inclui amostragem em todas as etapas do processo, certificação do Ministério da Agricultura e adoção de Boas Práticas de Fabricação (BPF).

Linha exclusiva para bovinos leiteiros reforça segurança produtiva

Um dos diferenciais da Castrolanda é a segregação das linhas de produção. A fábrica mantém linhas exclusivas para bovinocultura leiteira, evitando contato com rações de outras espécies.

Essa separação garante maior segurança nutricional e reduz riscos de contaminação cruzada, fator considerado essencial para a eficiência do sistema produtivo.

Produção em escala e foco no cooperado fortalecem desempenho no campo

Em 2025, a Castrolanda produziu cerca de 70 mil toneladas de ração para bovinos, além de 95 mil toneladas de matérias-primas e 7,5 mil toneladas de suplementos minerais destinados à pecuária leiteira.

Segundo Mahani Piacentini, o principal objetivo da Nutrição Castrolanda é garantir qualidade, regularidade no fornecimento e suporte ao desempenho do cooperado no campo.

A ração é considerada um complemento estratégico às dietas formuladas nas propriedades, e sua eficiência impacta diretamente na conversão alimentar e na produtividade do rebanho.

“O foco é entregar um produto de qualidade, no prazo correto, para que o produtor mantenha sua dieta sem interrupções e alcance os melhores resultados”, destaca.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA