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Mercado Asiático Registra Alta, Mas Incertezas sobre Estímulos da China e Eleições nos EUA Limitam Ganhos

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As ações chinesas encerraram a semana em alta pela segunda vez consecutiva nesta sexta-feira, embora a expectativa por detalhes sobre o pacote de estímulos fiscais de Pequim e a proximidade das eleições presidenciais nos Estados Unidos tenham mantido os investidores cautelosos. Hong Kong também registrou ganhos, mas amargou a terceira perda semanal consecutiva, à medida que a euforia de fim de setembro perdeu força.

No fechamento do dia, o índice de Xangai apresentou uma elevação de 0,59%, enquanto o índice CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,7%. No acumulado da semana, o índice de Xangai teve alta de 0,6%, e o CSI300 avançou 0,1%. O índice Hang Seng, de Hong Kong, registrou uma alta diária de 0,49%, mas teve queda de 1% na semana.

As ações da China e de Hong Kong vinham em tendência de alta desde o mês passado, impulsionadas pelo maior estímulo econômico promovido por Pequim desde o início da pandemia. No entanto, fortes saídas de capital nas últimas semanas limitaram o avanço do mercado. Luo Xuhong, consultor da Founder Securities, ressaltou em nota que o volume de negócios no mercado chinês, que atingiu níveis recordes em 8 de outubro, vem apresentando uma queda desde então, refletindo a cautela dos investidores.

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“A falta de detalhes sobre o estímulo fiscal está trazendo inquietação ao mercado”, afirmou Luo. Além disso, a eleição presidencial nos EUA, marcada para 5 de novembro, gera incertezas. Uma vitória do republicano Donald Trump, especialmente se acompanhada de uma maioria republicana no Congresso, poderia pressionar o iuan e ações ligadas ao setor de exportação. Já uma vitória da democrata Kamala Harris sinalizaria uma postura oposta em relação às negociações com a China.

Outros Mercados na Ásia
  • Tóquio: Nikkei recuou 0,60%, a 37.913 pontos.
  • Hong Kong: Hang Seng subiu 0,49%, a 20.590 pontos.
  • Xangai: SSEC ganhou 0,59%, a 3.299 pontos.
  • Seul: KOSPI valorizou-se 0,09%, a 2.583 pontos.
  • Taiwan: TAIEX registrou alta de 0,67%, a 23.348 pontos.
  • Cingapura: Straits Times caiu 0,32%, a 3.593 pontos.
  • Sydney: S&P/ASX 200 avançou 0,06%, a 8.211 pontos.

A tendência de cautela deve se manter até que os investidores obtenham mais clareza sobre as medidas econômicas de Pequim e o cenário político nos Estados Unidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de café na Ásia enfrenta escassez de oferta e preocupa traders com riscos climáticos do El Niño

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O mercado de café no Sudeste Asiático segue operando com oferta restrita e baixa liquidez nas últimas semanas, em um cenário marcado pela retenção de vendas no Vietnã, atrasos na colheita da Indonésia e crescente preocupação com os impactos climáticos associados ao possível retorno do fenôeno El Niño. A avaliação é da Hedgepoint Global Markets, que monitora o comportamento do mercado global da commodity.

Segundo a análise, o Vietnã — maior produtor mundial de café robusta — registrou forte desempenho nas exportações até abril da safra 2025/26, embarcando 18,6 milhões de sacas, volume 23,9% superior ao observado no mesmo período do ciclo anterior.

Vietnã reduz disponibilidade de café após vendas aceleradas

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, os produtores vietnamitas aproveitaram os preços elevados, a maior oferta da safra e a menor presença do Brasil nas exportações nos últimos meses para intensificar as vendas no início da temporada.

Com grande parte da produção já comercializada e o país entrando no período de entressafra, os produtores passaram a reduzir o ritmo de novos negócios, diminuindo a disponibilidade de café no mercado internacional.

Esse movimento levou compradores a buscar alternativas na Indonésia. No entanto, o país também enfrenta dificuldades de oferta.

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Chuvas atrasam colheita de café na Indonésia

As chuvas intensas registradas nas últimas semanas provocaram atrasos no início da colheita da safra 2026/27 da Indonésia, reduzindo a disponibilidade imediata do produto e limitando os volumes exportados.

“A safra 26/27 da Indonésia tinha previsão de começar em abril, com volumes maiores chegando ao mercado a partir de maio. No entanto, chuvas intensas ao longo do mês passado atrasaram o início da colheita, limitando a disponibilidade de café”, afirma Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

Oferta restrita sustenta preços do café robusta

O cenário de menor disponibilidade na Ásia também tem sustentado os preços internacionais do café robusta, principalmente porque a entrada da safra brasileira 2026/27 ainda ocorre de forma lenta, apesar da expectativa de produção recorde.

Outro fator que contribui para o suporte das cotações é o fortalecimento do real frente ao dólar, condição que reduz o interesse de produtores brasileiros em acelerar vendas no curto prazo.

El Niño amplia preocupações para próximas safras

Além das restrições imediatas de oferta, o clima segue no radar do mercado cafeeiro global. No Vietnã, abril registrou chuvas abaixo da média após um março mais úmido, aumentando as preocupações sobre a floração e o desenvolvimento das lavouras.

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As atenções do mercado se concentram na possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño ao longo do segundo trimestre, fenômeno que pode afetar a disponibilidade hídrica nas regiões produtoras.

“Até o momento, nenhum impacto negativo foi relatado, e chuvas adicionais são esperadas nos próximos dias, o que deve proporcionar algum alívio aos agricultores”, destaca Laleska Moda.

Segundo a analista, os maiores riscos climáticos ainda estão concentrados nas próximas temporadas.

“Os principais riscos são vistos atualmente para a safra 27/28, já que o El Niño poderia restringir a disponibilidade de água para irrigação e atrasar a floração do café”, afirma.

Mercado segue atento à oferta global de café

Com estoques reduzidos no Vietnã, atraso da colheita na Indonésia e incertezas climáticas para os próximos ciclos, o mercado internacional de café segue monitorando de perto a evolução da oferta asiática.

A combinação entre menor disponibilidade imediata e riscos climáticos futuros mantém o setor em alerta e reforça a volatilidade nas cotações globais do café robusta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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