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Milho: preços recuam em Chicago e na B3 enquanto mercado aguarda relatório do USDA e negociações seguem travadas no Brasil

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Os preços do milho iniciaram esta terça-feira (30) em queda nos mercados futuros de Chicago e da B3, refletindo a expectativa dos investidores pela divulgação dos relatórios de área plantada e estoques trimestrais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), considerados decisivos para a formação dos preços internacionais dos grãos.

Além da cautela no cenário externo, o mercado brasileiro continua marcado pela baixa liquidez, com negociações pontuais e compradores abastecidos no curto prazo, enquanto o avanço da colheita da segunda safra mantém pressão sobre as cotações em diversas regiões produtoras.

Mercado internacional acompanha expectativa pelo USDA

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros do milho operavam em baixa durante a manhã desta terça-feira.

Por volta das 9h05 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em julho/2026 era negociado a US$ 4,01 por bushel, com queda de 0,25 ponto. O vencimento setembro/2026 recuava para US$ 4,08, enquanto dezembro/2026 era cotado a US$ 4,28 e março/2027 a US$ 4,43, ambos também registrando perdas.

Segundo analistas internacionais, o mercado permanece praticamente paralisado enquanto aguarda os números oficiais do USDA, que poderão redefinir as perspectivas de oferta para a safra norte-americana.

Mesmo após o órgão norte-americano reduzir inesperadamente as avaliações das lavouras na atualização semanal, os investidores mantiveram postura defensiva.

De acordo com a consultoria Farm Futures, as chuvas registradas recentemente em boa parte do Meio-Oeste dos Estados Unidos aliviaram parte das preocupações climáticas, enquanto a onda de calor prevista para esta semana tende a perder intensidade após o feriado de 4 de julho.

Outro fator que chama atenção é o forte posicionamento vendido dos fundos de investimento.

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Nas últimas semanas, os investidores ampliaram significativamente suas apostas na queda dos preços, inclusive com vendas líquidas estimadas em cerca de 20 mil contratos apenas na sessão anterior. Esse cenário pode aumentar a volatilidade caso os números do USDA surpreendam positivamente o mercado.

B3 acompanha Chicago e opera no campo negativo

No mercado brasileiro de futuros, a Bolsa Brasileira (B3) também iniciou o dia em baixa, acompanhando o movimento internacional.

Durante a manhã, o contrato julho/2026 era negociado a R$ 64,51 por saca, com recuo de 0,15%. O vencimento setembro/2026 girava em torno de R$ 67,60, enquanto janeiro/2027 permanecia próximo de R$ 73,65, praticamente estável.

Apesar do suporte oferecido pelo dólar, a pressão exercida pela Bolsa de Chicago e a expectativa pelos dados norte-americanos limitaram qualquer reação mais consistente dos preços domésticos.

Mercado físico segue travado com baixa liquidez

No encerramento da segunda-feira (29), o mercado físico apresentou comportamento misto e volume reduzido de negócios.

Segundo a TF Agroeconômica, a combinação entre demanda enfraquecida, compradores abastecidos e expectativa em relação ao comportamento da segunda safra manteve o ritmo lento das negociações em praticamente todas as regiões produtoras.

Na B3, o contrato julho encerrou cotado a R$ 64,61, com leve valorização diária. Setembro fechou a R$ 67,64, enquanto novembro terminou em R$ 70,87, refletindo um mercado sem direção definida.

Embora o avanço da colheita da segunda safra continue ampliando a oferta, o fator perdeu parte da força como elemento de pressão sobre os preços em algumas regiões. Ao mesmo tempo, as baixas temperaturas registradas recentemente passaram a preocupar produtores quanto ao desenvolvimento das lavouras remanescentes.

Cotações variam entre os principais estados produtores

No Rio Grande do Sul, as indicações oscilaram entre R$ 56 e R$ 65 por saca, com média próxima de R$ 59,11.

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Em Santa Catarina, vendedores mantiveram ofertas ao redor de R$ 65, enquanto compradores indicavam valores próximos de R$ 60 por saca.

No Paraná, o mercado permaneceu praticamente parado, com referências de R$ 65 para vendedores e cerca de R$ 60 CIF para compradores. A colheita da segunda safra alcançou aproximadamente 3% da área, com produção estimada em 17,6 milhões de toneladas.

Já em Mato Grosso do Sul, as cotações oscilaram entre R$ 49 e R$ 52 por saca. A colheita atingiu cerca de 2% da área cultivada, e a elevada oferta, somada aos estoques disponíveis e à postura cautelosa dos compradores, continuou limitando a recuperação dos preços, mesmo diante da demanda crescente da indústria de etanol de milho.

Mercado deve ganhar volatilidade após divulgação dos relatórios

A expectativa agora está concentrada na divulgação dos relatórios de área plantada e estoques trimestrais do USDA, considerados alguns dos principais indicadores para o mercado mundial de milho.

Caso os números apontem redução na área cultivada ou estoques menores que os projetados, os preços poderão encontrar espaço para recuperação tanto em Chicago quanto na B3. Por outro lado, dados que confirmem uma oferta mais robusta tendem a manter a pressão sobre as cotações nos próximos dias.

Enquanto isso, o mercado brasileiro segue monitorando o avanço da colheita da safrinha, o comportamento do câmbio, a demanda doméstica e o cenário internacional para definir a tendência dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Hereford e Braford avançam na seleção genética para reduzir emissão de metano e aumentar eficiência produtiva

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A pecuária de corte brasileira dá mais um passo rumo à sustentabilidade e à eficiência produtiva. As raças Hereford e Braford estão ampliando seus programas de melhoramento genético com foco na seleção de animais capazes de produzir mais carne utilizando menos alimento e emitindo menores quantidades de metano, um dos principais gases de efeito estufa associados à atividade pecuária.

A iniciativa é conduzida pela Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), em parceria com a Embrapa Pecuária Sul, em Bagé (RS), e reúne nesta edição 31 animais, sendo 15 da raça Hereford e 16 da raça Braford, oriundos de diferentes criatórios gaúchos.

Eficiência alimentar e sustentabilidade caminham juntas

O trabalho integra duas importantes avaliações: a Prova de Eficiência Alimentar (PEA) e a Prova de Emissão de Gases (PEG).

A PEA identifica animais e linhagens que atingem o ganho de peso desejado consumindo menor quantidade de alimento. Já a PEG monitora a emissão de metano produzida por cada indivíduo durante o período de avaliação.

A principal novidade desta edição é que ambas as provas passaram a ser realizadas simultaneamente. Até então, a mensuração dos gases ocorria apenas após o encerramento da avaliação alimentar.

Com a incorporação de novos equipamentos pela Embrapa Pecuária Sul, o processo ganhou precisão e ampliou significativamente a quantidade de dados coletados.

Tecnologia amplia geração de dados genéticos

A estrutura utilizada nas avaliações conta com modernos comedouros e bebedouros equipados com sistemas de pesagem individual, permitindo monitorar detalhadamente o comportamento alimentar dos animais.

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Segundo o presidente do Conselho Deliberativo Técnico da ABHB, Paulo Azambuja, a integração das avaliações representa um avanço importante para o melhoramento genético das duas raças.

A tecnologia permite identificar linhagens mais eficientes, capazes de atingir o peso-alvo consumindo menor volume de forragem, característica cada vez mais valorizada em sistemas produtivos que buscam maior rentabilidade e sustentabilidade.

Além disso, as novas cabines de mensuração possibilitam aumentar o número de medições de metano realizadas durante a prova, gerando informações mais robustas para futuras avaliações genéticas.

Menor consumo significa redução de custos na propriedade

A eficiência alimentar tem impacto direto sobre os resultados econômicos da pecuária. Em um cenário de crescente atenção aos custos de produção, identificar animais que necessitam de menos alimento para produzir a mesma quantidade de carne representa uma vantagem competitiva para os produtores.

De acordo com o gerente executivo da ABHB, Felipe Azambuja, a seleção de linhagens mais eficientes contribui para reduzir despesas operacionais e aumentar a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Além dos ganhos econômicos, a identificação de animais com menor emissão de metano fortalece o compromisso da cadeia pecuária com a redução dos impactos ambientais da atividade.

Dados vão fortalecer o melhoramento genético das raças

As informações geradas pelas provas estão formando uma importante base de dados para as raças Hereford e Braford.

O objetivo é construir uma população de referência que permita o desenvolvimento de Diferenças Esperadas na Progênie (DEPs) específicas para características como eficiência alimentar, consumo alimentar residual e emissão de gases de efeito estufa.

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As DEPs são ferramentas utilizadas para estimar o potencial genético que um reprodutor pode transmitir aos seus descendentes, tornando a seleção mais precisa e eficiente.

Quando incorporadas ao programa de melhoramento genético PampaPlus, essas informações permitirão que criadores comparem reprodutores não apenas pelo desempenho produtivo, mas também pela capacidade de consumir menos alimento e emitir menos metano.

Parceria histórica impulsiona inovação na pecuária

A colaboração entre a ABHB e a Embrapa Pecuária Sul já soma quase três décadas de pesquisas e avaliações voltadas ao aprimoramento das raças Hereford e Braford.

Ao longo desse período, os programas evoluíram de avaliações tradicionais de desempenho a campo para a incorporação de características ligadas à eficiência produtiva, sustentabilidade e redução da pegada ambiental da pecuária.

A edição atual das provas encontra-se na fase final e será concluída com a realização de um dia de campo, quando serão apresentados os resultados obtidos, os animais participantes e as próximas etapas do programa.

A expectativa é ampliar a participação de criadores e acelerar a geração de informações genéticas capazes de tornar a pecuária brasileira cada vez mais eficiente, competitiva e alinhada às demandas globais por produção sustentável de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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