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Moagem de trigo cresce no Brasil em 2025 e indústria amplia eficiência e diversificação de produtos

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A indústria brasileira de trigo manteve trajetória de crescimento em 2025, impulsionada pelo aumento do consumo de derivados, maior eficiência operacional e modernização dos parques industriais. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo mostram que a moagem nacional alcançou 13,275 milhões de toneladas no período, volume 0,6% superior ao registrado no ano anterior.

O resultado faz parte da Pesquisa de Moagem 2025, levantamento realizado pela entidade que representa o setor moageiro no país. Segundo o estudo, o desempenho confirma a resiliência da cadeia industrial do trigo e evidencia um ambiente de consumo considerado estável, sustentado pela capacidade da indústria de abastecer regularmente o varejo e a indústria alimentícia.

De acordo com o presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa, o avanço representa um incremento de mais de 76 mil toneladas na moagem em comparação ao ciclo anterior, reforçando a consistência do mercado brasileiro de derivados de trigo.

Capacidade industrial registra maior ocupação

A pesquisa também identificou melhora no aproveitamento da estrutura industrial do setor. A taxa média de ocupação dos moinhos chegou a 76,6% em 2025, indicando maior utilização da capacidade instalada e ganhos de eficiência operacional.

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O cenário reflete investimentos em modernização, automação e aprimoramento dos processos produtivos, movimento que vem permitindo maior produtividade e qualidade no processamento do trigo no Brasil.

Segundo a entidade, os moinhos têm buscado ampliar a competitividade por meio de tecnologias e estratégias voltadas ao atendimento de demandas mais sofisticadas da cadeia alimentícia, tanto no varejo quanto na indústria.

Indústria amplia diversificação de farinhas e derivados

Outro destaque apontado pela Pesquisa de Moagem 2025 é a ampliação do portfólio de produtos derivados do trigo. A indústria vem direcionando maior volume de produção para segmentos como panificação e pré-misturas, além das indústrias de massas, biscoitos, pães industrializados e embalagens de farinha de 1 quilo.

O comportamento demonstra uma indústria mais preparada para atender diferentes nichos de consumo e acompanhar mudanças no perfil do mercado alimentício brasileiro.

A diversificação também fortalece a capacidade de resposta das empresas diante das exigências de consumidores e indústrias que demandam produtos com maior padrão de qualidade, padronização e desempenho técnico.

Paraná lidera moagem de trigo no Brasil

No recorte regional, o levantamento confirma o Paraná como principal polo de moagem de trigo do país, concentrando o maior volume processado e a maior capacidade instalada da indústria brasileira.

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Outras regiões também apresentaram participação relevante, especialmente o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, além das regiões Norte e Nordeste, evidenciando a distribuição estratégica da cadeia moageira nacional.

A Abitrigo destaca ainda que seu quadro associativo reúne não apenas moinhos de trigo, mas também empresas verticalizadas que atuam na produção de massas e biscoitos, fator que amplia a integração da cadeia e o entendimento das demandas do mercado consumidor.

Consumo de derivados sustenta crescimento do setor

Para a entidade, os números da Pesquisa de Moagem 2025 reforçam a solidez do mercado brasileiro de trigo e o avanço estrutural da indústria moageira.

O crescimento da ocupação industrial, aliado à modernização dos moinhos e à diversificação da produção, vem fortalecendo a competitividade do setor e ampliando a capacidade de atendimento às demandas da indústria de alimentos e dos consumidores brasileiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Inteligência Artificial revoluciona manejo de plantas daninhas na Integração Lavoura-Pecuária

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A aplicação de inteligência artificial (IA) no campo avança como ferramenta estratégica para o manejo agrícola. Um estudo inédito desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) analisou o uso de algoritmos de aprendizado de máquina na dinâmica de plantas daninhas em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP), com resultados considerados altamente promissores.

A pesquisa amplia o conhecimento sobre o comportamento dessas espécies em ambientes produtivos integrados e pode subsidiar estratégias mais eficientes de controle preventivo, com potencial redução do uso de herbicidas.

IA aplicada ao campo melhora entendimento do ecossistema agrícola

O estudo utilizou ferramentas de IA preditiva para compreender como fatores climáticos, características do solo e tipos de cultivo influenciam a ocorrência de plantas daninhas.

A base de dados foi estruturada em três frentes principais:

  • registros quantitativos de espécies de plantas daninhas;
  • características do solo e sistemas de cultivo;
  • dados climáticos da região analisada.

O objetivo foi identificar correlações capazes de apoiar decisões mais precisas no manejo agrícola dentro de sistemas ILP.

Algoritmos alcançam até 99% de precisão na previsão

Foram testados diferentes modelos de aprendizado de máquina, incluindo Support Vector Machine, Decision Tree, Random Forest e K-Nearest Neighbors.

Os melhores desempenhos foram registrados pelos modelos Decision Tree e Random Forest, que alcançaram até 99% de precisão na previsão de áreas mais suscetíveis ao surgimento de plantas daninhas.

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Segundo a pesquisadora Ana Letícia Becker Gomes Luz, doutora em Matemática e Ciência de Dados, os resultados indicam alta confiabilidade do método. Já o pesquisador Maurílio Fernandes de Oliveira, da Embrapa Milho e Sorgo, destacou que a abordagem é tecnicamente viável e eficaz para apoio à tomada de decisão.

Tecnologia pode reduzir uso de herbicidas e ampliar sustentabilidade

De acordo com os pesquisadores, a IA permite identificar com maior precisão os fatores que influenciam a dinâmica das plantas daninhas, contribuindo para escolhas mais assertivas no campo.

Na prática, a tecnologia pode auxiliar na definição de:

  • herbicidas mais adequados para cada área;
  • doses específicas de aplicação;
  • momento ideal de controle;
  • estratégias preventivas mais eficientes.

O estudo também reforça o potencial de redução do uso de defensivos agrícolas, alinhando-se às demandas da economia verde e da sustentabilidade no campo.

ILP apresenta menor incidência de plantas daninhas

Os pesquisadores observaram que sistemas de Integração Lavoura-Pecuária tendem a apresentar menor incidência de plantas daninhas em comparação a sistemas convencionais.

Esse resultado está associado principalmente à presença de forrageiras, como a braquiária, que atuam como cobertura vegetal e ajudam a suprimir o desenvolvimento dessas espécies.

Segundo o pesquisador Ramon Costa Alvarenga, da Embrapa Milho e Sorgo, o desafio atual é avançar do manejo reativo para o manejo preditivo, reduzindo a ocorrência antes mesmo da emergência das plantas invasoras.

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Estudo foi conduzido no Cerrado mineiro

A pesquisa foi realizada no bioma Cerrado, em Sete Lagoas (MG), na área experimental da Embrapa Milho e Sorgo. Os sistemas avaliados incluíram milho consorciado com braquiária, sorgo com braquiária, soja e pastagem de braquiária.

Os dados foram coletados em diferentes fases do ciclo produtivo, incluindo colheita, entressafra, pré-dessecação e períodos pós-emergência.

Pesquisa integra projetos nacionais de inovação em IA

O estudo faz parte de duas iniciativas de pesquisa:

  • o projeto “Soluções recomendativas e generativas baseadas em IA para aumento da eficiência, qualidade e resiliência produtiva” (SORaIA), liderado pela Embrapa;
  • o projeto “Plataforma para o monitoramento da dinâmica e recomendações de controle de populações de plantas daninhas”, vinculado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

As iniciativas reforçam o avanço da agricultura digital no Brasil e a integração entre pesquisa científica e tecnologias emergentes.

Perspectiva: agricultura mais precisa e sustentável

Para os pesquisadores, o uso de IA no manejo de plantas daninhas representa um avanço importante rumo à agricultura de precisão. A tendência é que, com o uso de modelos preditivos, o setor consiga reduzir custos, otimizar o uso de insumos e aumentar a eficiência produtiva de forma sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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