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Produção de ração no Brasil cresce 2,8% e atinge 89,9 milhões de toneladas, aponta relatório global da Alltech

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Produção de ração no Brasil mantém trajetória de crescimento e consolida posição global

A produção de ração no Brasil alcançou 89,9 milhões de toneladas em 2025, registrando crescimento de 2,8% em relação ao ano anterior, segundo o relatório Alltech Agri-Food Outlook 2026.

Com o resultado, o país se mantém como o terceiro maior produtor mundial de ração, atrás apenas de China e Estados Unidos. O desempenho brasileiro ficou alinhado à média global, que avançou 2,9%, totalizando 1,4 bilhão de toneladas.

Demanda por proteínas e exportações impulsionam setor de nutrição animal

O crescimento da indústria brasileira de rações foi sustentado por fatores estruturais, como:

  • Expansão das exportações de proteínas animais
  • Consumo doméstico aquecido
  • Melhoria nos custos de produção

De acordo com o levantamento, todas as cadeias produtivas apresentaram avanço, refletindo um cenário de expansão ampla da pecuária e da produção animal no país.

Avicultura lidera consumo e mantém produção em níveis recordes

O segmento de frangos de corte apresentou crescimento de 2,7%, com incremento de aproximadamente 1 milhão de toneladas de ração.

O desempenho foi impulsionado por:

  • Consumo interno robusto, com média de 47,8 kg per capita/ano
  • Exportações consistentes, mesmo diante de desafios sanitários globais
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Aquicultura e bovinocultura de corte registram maiores taxas de crescimento

Entre os destaques, a aquicultura apresentou o maior avanço percentual, com crescimento de 8,9%, impulsionado principalmente pela produção de tilápia e pela substituição de proteínas no consumo interno.

Já a produção de ração para bovinos de corte avançou 7,1%, refletindo:

  • Melhores margens no confinamento
  • Redução nos custos de alimentação
  • Forte demanda externa por carne bovina
Suinocultura e pecuária leiteira mantêm expansão moderada

A produção de ração para suínos cresceu 1,9%, acompanhando o aumento no abate e nas exportações, com volume anual próximo de 22 milhões de toneladas.

Na pecuária leiteira, o avanço foi de 2,8%, sustentado por:

  • Aumento na captação de leite
  • Melhora nos preços pagos ao produtor
  • Expansão do rebanho
Outras cadeias também registram crescimento no consumo de ração

O relatório aponta ainda evolução em outros segmentos:

  • Aves de postura: +2,4%
  • Pets: +0,7%
  • Equinos: +0,3%

O crescimento generalizado reforça a diversificação da demanda por nutrição animal no Brasil.

Produção global cresce, mas com dinâmica mais regionalizada

Em escala global, a produção de ração atingiu 1,4 bilhão de toneladas, com crescimento puxado por ganhos de produtividade e mudanças estruturais no setor, mais do que pela expansão dos rebanhos.

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A pesquisa da Alltech abrange dados de 142 países e mais de 38 mil fábricas de ração, consolidando um dos principais panoramas globais da produção animal.

Brasil integra grupo dos maiores produtores mundiais de ração

Os dez principais países produtores responderam por 65,2% da produção global em 2025. Os três maiores — China, Estados Unidos e Brasil — concentraram 47,7% do total.

Ranking global:

  • China – 330,0 milhões de toneladas
  • Estados Unidos – 267,3 milhões de toneladas
  • Brasil – 89,9 milhões de toneladas
Tendências reforçam papel estratégico da nutrição animal no agro

O relatório indica que a produção de ração seguirá como um dos pilares da competitividade do agronegócio, com crescimento sustentado por eficiência produtiva, inovação e demanda global por proteínas.

No Brasil, o avanço do setor reforça a integração entre agricultura e pecuária, consolidando o país como protagonista na produção de alimentos em escala global.

Fonte: Portal do Agronegócio agri-food26

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Colheita de arroz atinge 87,45% no Rio Grande do Sul, mas ritmo segue lento

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Colheita de arroz avança no RS, mas abaixo do ritmo esperado

A colheita de arroz no Rio Grande do Sul alcançou 87,45% da área semeada na safra 2025/2026, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

Até o momento, foram colhidos 780.098 hectares de um total de 891.908 hectares cultivados no Estado. Apesar do avanço significativo, o ritmo dos trabalhos segue mais lento em comparação a anos anteriores.

Regiões costeiras lideram avanço da colheita

As regionais da Planície Costeira Externa e da Zona Sul apresentam os maiores índices de avanço, com 95,76% e 91,10% da área colhida, respectivamente, se aproximando da finalização da safra.

Na sequência, aparecem:

  • Planície Costeira Interna: 88,99%
  • Fronteira Oeste: 88,13%
  • Campanha: 83,22%
  • Região Central: 76,52% (menor índice)

Os dados refletem diferenças no ritmo de colheita entre as regiões, influenciadas por condições climáticas e operacionais.

Ritmo lento preocupa produtores e técnicos

De acordo com o coordenador regional da Planície Costeira Externa do Irga, Vagner Martini, a evolução da colheita mantém um comportamento mais lento, tendência já observada em levantamentos anteriores.

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O atraso pode impactar a qualidade do grão e aumentar os riscos operacionais, especialmente em áreas ainda não colhidas.

Levantamento final vai consolidar dados da safra

A Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural do Irga informou que, ao término da colheita, será realizado um levantamento consolidado da safra.

O estudo deve incluir informações detalhadas sobre:

  • Produtividade média
  • Área efetivamente colhida
  • Perdas registradas no campo
Safra de arroz segue em fase final no Estado

Com mais de 87% da área colhida, o Rio Grande do Sul caminha para a reta final da safra de arroz 2025/2026, mantendo-se como principal produtor nacional do cereal.

A expectativa agora se concentra na conclusão dos trabalhos e na consolidação dos resultados produtivos, que devem orientar o planejamento da próxima safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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