AGRONEGÓCIO

Programa da JBS transforma 50 milhões de litros de óleo de cozinha usado em biodiesel no Brasil

Publicado em

O programa Óleo Amigo, iniciativa da JBS, já coletou 50 milhões de litros de óleo de cozinha usado ao longo de dez anos de operação no Brasil. Todo o volume recolhido foi destinado à produção de biodiesel pela Biopower, evitando o descarte inadequado do resíduo e contribuindo para a preservação de recursos naturais.

Segundo a empresa, o reaproveitamento desse material impediu que o óleo fosse despejado em redes de esgoto ou diretamente no meio ambiente, o que ajudou a preservar mais de 1 trilhão de litros de água, volume equivalente a cerca de 400 mil piscinas olímpicas.

Expansão do programa impulsiona recorde de coleta em 2025

O ano de 2025 marcou o maior volume anual já registrado pelo programa. Foram 11,3 milhões de litros de óleo coletados, resultado impulsionado principalmente pela expansão das operações para Campo Verde.

Somente no primeiro ano de atuação no município mato-grossense, a coleta atingiu 2 milhões de litros.

De acordo com Alexandre Pereira, a divulgação dos impactos ambientais do descarte inadequado é fundamental para ampliar a conscientização da população.

“Muita gente não sabe, mas apenas um litro de óleo descartado na pia pode contaminar até 25 mil litros de água. O programa interrompe esse ciclo de poluição e transforma o problema em solução energética”, explica.

Rede de coleta alcança quase 115 municípios brasileiros

Atualmente, a coleta direta com frota própria está concentrada em três cidades: Lins, Curitiba e Campo Verde.

Leia Também:  CNI preocupa-se com decisão do STF de suspender Desoneração da Folha de pagamento

No entanto, a rede do programa Óleo Amigo já alcança cerca de 115 municípios distribuídos pelos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso e Santa Catarina, ampliando gradualmente sua capilaridade no país.

Biopower se consolida como referência na produção de biodiesel

A Biopower está entre as cinco maiores produtoras de biodiesel do Brasil e é considerada líder na produção do biocombustível a partir de resíduos orgânicos.

A empresa possui três usinas localizadas em:

  • Lins (SP)
  • Campo Verde (MT)
  • Mafra

Juntas, as unidades possuem capacidade produtiva anual superior a 900 milhões de litros.

Com fornecimento para mais de 22 estados, a empresa já produziu mais de 4 bilhões de litros de biodiesel, evitando a emissão de aproximadamente 9 milhões de toneladas de CO₂, reforçando sua atuação na economia circular e na redução do uso de combustíveis fósseis.

Compra de óleo usado fortalece cooperativas e gera renda

Além da coleta direta realizada pelo programa, a empresa também atua como compradora de óleo de fritura usado no mercado nacional.

Desde 2015, a Biopower adquiriu mais de 430 milhões de litros do resíduo de coletores independentes e cooperativas espalhadas pelo país.

Essa demanda estruturada ao longo da última década ajuda a viabilizar economicamente essas organizações, gerando renda e transformando um resíduo que antes era descartado em matéria-prima com valor de mercado.

Educação ambiental gera benefícios para escolas e instituições

O programa Óleo Amigo também possui um forte componente educacional. O óleo coletado por meio das ações de conscientização retorna para a comunidade em forma de benefícios para as próprias instituições participantes.

Leia Também:  Supply Chain no Agronegócio: Tecnologia e Competências Humanas Ditam o Futuro do Setor

Até o momento, quase 700 instituições — entre escolas, empresas e organizações públicas — aderiram às iniciativas, impactando diretamente mais de 65 mil pessoas.

Segundo Alexandre Pereira, o descarte correto do óleo também contribui para melhorar a gestão do saneamento urbano.

“Quando o óleo é descartado corretamente, evitamos entupimentos e reduzimos a necessidade de intervenções e limpezas nas redes de esgoto. Isso gera economia para o poder público e reduz impactos ambientais”, afirma.

Economia circular integra estratégia de sustentabilidade da JBS

O programa faz parte da estratégia de economia circular da JBS. Atualmente, a companhia aproveita cerca de 99% de cada bovino processado, transformando o que antes poderia ser considerado resíduo em novos produtos.

Entre eles estão:

  • couro
  • colágeno
  • gelatina
  • biodiesel produzido pela Biopower

Esse modelo busca ampliar o aproveitamento de recursos e reduzir impactos ambientais, fechando o ciclo de produção com maior eficiência.

Como participar da coleta de óleo usado

O programa conta com frota própria para retirada de óleo em bares, restaurantes, escolas, condomínios, empresas e outros locais geradores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Clima irregular em 2026 aumenta risco de larva-alfinete nas lavouras de tomate no Brasil

Published

on

Produção de tomate deve permanecer elevada em 2026

A produção de tomate no Brasil deve manter um patamar elevado em 2026, mesmo diante de um cenário climático marcado por chuvas irregulares nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o país produziu cerca de 4,7 milhões de toneladas de tomate em 2025, volume que tende a se repetir neste ano.

Estudos realizados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, ligado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, e pela Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas indicam que, para manter a estabilidade da oferta, produtores precisarão investir em materiais genéticos mais produtivos e em sistemas de irrigação.

Essas medidas são consideradas essenciais para garantir a oferta tanto para o consumo in natura quanto para o processamento industrial.

Manejo de defensivos é essencial para proteger a produtividade

Diante da maior variabilidade climática, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal destaca a importância do manejo integrado de defensivos agrícolas para preservar o rendimento das lavouras.

Leia Também:  Em MS, safra da cana alcança 46,3 milhões de toneladas, supera ciclo anterior e marca recorde na produção de açúcar

Segundo o gerente de Assuntos Regulatórios da entidade, Fábio Kagi, uma das principais ameaças à cultura é a larva-alfinete, da espécie Diabrotica speciosa.

Essa praga ataca o sistema radicular do tomateiro, prejudicando a absorção de água e nutrientes e comprometendo o crescimento e a produtividade das plantas.

Praga subterrânea dificulta diagnóstico precoce

A larva-alfinete permanece no solo durante sua fase larval e se alimenta diretamente das raízes do tomateiro.

Segundo especialistas, o ataque provoca perfurações nas raízes, afetando o funcionamento fisiológico da planta e reduzindo o desempenho produtivo.

Como a infestação ocorre de forma subterrânea, o problema pode passar despercebido no início.

Os sintomas costumam aparecer apenas posteriormente, com sinais como:

  • murchamento das plantas
  • perda de vigor
  • queda na produtividade

Essa característica dificulta a identificação precoce da praga e permite que os danos avancem antes de serem percebidos.

Lesões nas raízes favorecem entrada de doenças

Outro fator preocupante é que as lesões provocadas pela praga também facilitam a entrada de patógenos presentes no solo.

Esse processo amplia o comprometimento da lavoura e pode aumentar significativamente os prejuízos para os produtores.

Leia Também:  CNI preocupa-se com decisão do STF de suspender Desoneração da Folha de pagamento

Por isso, especialistas reforçam que o controle preventivo é fundamental para evitar a disseminação do problema.

Monitoramento e prevenção são estratégias recomendadas

Para reduzir a incidência da larva-alfinete, os especialistas recomendam uma estratégia baseada em:

  • monitoramento da área desde o preparo do solo
  • uso de mudas tratadas
  • manutenção adequada da umidade do solo

Essas práticas ajudam a limitar o desenvolvimento da praga e contribuem para preservar o desempenho produtivo das lavouras.

De acordo com Kagi, o manejo preventivo é essencial para garantir a integridade do sistema radicular das plantas e manter a produção de tomate em um cenário de maior instabilidade climática.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA