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Salmonella na Avicultura: Desafios e Impactos na Produção

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A presença de Salmonella na avicultura é motivo de preocupação para os produtores, visto que a contaminação pode afetar significativamente a cadeia de produção de aves. Segundo um artigo do Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio Avícola (CAPTAA), do Instituto Biológico do Estado de São Paulo, entre 3 e 5 a cada 10 carcaças de frangos congelados ou resfriados podem estar contaminadas por essa bactéria.

Eva Hunka, médica-veterinária e gerente de produtos e serviços técnicos para vacinas da Phibro, explica que a Salmonella abrange um amplo grupo de bactérias, com mais de 2.500 espécies, cuja importância varia de acordo com o tipo. Enquanto algumas cepas não causam doenças em aves, mas representam riscos para a saúde humana, outras podem provocar doenças clínicas nas aves, gerando desafios sanitários importantes, especialmente em poedeiras comerciais.

A contaminação por Salmonella é multifacetada, ocorrendo por meio de diferentes vias, desde o contato com outros hospedeiros até a ingestão de alimentos contaminados. Eva destaca a complexidade do controle dessa bactéria, enfatizando a necessidade de medidas integradas de biosseguridade, vacinação, controle de pragas e educação contínua dos trabalhadores para minimizar os riscos de contaminação.

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Em relação ao tratamento, a gerente de negócios biológicos da Phibro esclarece que, embora seja possível tratar os sintomas da doença clínica com antibióticos, uma vez que o lote é positivo para Salmonella, permanecerá assim. No caso das cepas que não causam doenças clínicas, o objetivo do tratamento é reduzir a carga bacteriana no ambiente, porém o lote continuará sendo considerado positivo. Dependendo da gravidade da contaminação, pode ser necessário abater o lote afetado.

Eva ressalta a complexidade do controle da Salmonella, enfatizando que não há uma solução única e definitiva. É essencial implementar um programa abrangente de controle para minimizar os riscos de contaminação, embora a eliminação completa do patógeno seja um desafio constante na indústria avícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de café na Ásia enfrenta escassez de oferta e preocupa traders com riscos climáticos do El Niño

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O mercado de café no Sudeste Asiático segue operando com oferta restrita e baixa liquidez nas últimas semanas, em um cenário marcado pela retenção de vendas no Vietnã, atrasos na colheita da Indonésia e crescente preocupação com os impactos climáticos associados ao possível retorno do fenôeno El Niño. A avaliação é da Hedgepoint Global Markets, que monitora o comportamento do mercado global da commodity.

Segundo a análise, o Vietnã — maior produtor mundial de café robusta — registrou forte desempenho nas exportações até abril da safra 2025/26, embarcando 18,6 milhões de sacas, volume 23,9% superior ao observado no mesmo período do ciclo anterior.

Vietnã reduz disponibilidade de café após vendas aceleradas

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, os produtores vietnamitas aproveitaram os preços elevados, a maior oferta da safra e a menor presença do Brasil nas exportações nos últimos meses para intensificar as vendas no início da temporada.

Com grande parte da produção já comercializada e o país entrando no período de entressafra, os produtores passaram a reduzir o ritmo de novos negócios, diminuindo a disponibilidade de café no mercado internacional.

Esse movimento levou compradores a buscar alternativas na Indonésia. No entanto, o país também enfrenta dificuldades de oferta.

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Chuvas atrasam colheita de café na Indonésia

As chuvas intensas registradas nas últimas semanas provocaram atrasos no início da colheita da safra 2026/27 da Indonésia, reduzindo a disponibilidade imediata do produto e limitando os volumes exportados.

“A safra 26/27 da Indonésia tinha previsão de começar em abril, com volumes maiores chegando ao mercado a partir de maio. No entanto, chuvas intensas ao longo do mês passado atrasaram o início da colheita, limitando a disponibilidade de café”, afirma Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

Oferta restrita sustenta preços do café robusta

O cenário de menor disponibilidade na Ásia também tem sustentado os preços internacionais do café robusta, principalmente porque a entrada da safra brasileira 2026/27 ainda ocorre de forma lenta, apesar da expectativa de produção recorde.

Outro fator que contribui para o suporte das cotações é o fortalecimento do real frente ao dólar, condição que reduz o interesse de produtores brasileiros em acelerar vendas no curto prazo.

El Niño amplia preocupações para próximas safras

Além das restrições imediatas de oferta, o clima segue no radar do mercado cafeeiro global. No Vietnã, abril registrou chuvas abaixo da média após um março mais úmido, aumentando as preocupações sobre a floração e o desenvolvimento das lavouras.

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As atenções do mercado se concentram na possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño ao longo do segundo trimestre, fenômeno que pode afetar a disponibilidade hídrica nas regiões produtoras.

“Até o momento, nenhum impacto negativo foi relatado, e chuvas adicionais são esperadas nos próximos dias, o que deve proporcionar algum alívio aos agricultores”, destaca Laleska Moda.

Segundo a analista, os maiores riscos climáticos ainda estão concentrados nas próximas temporadas.

“Os principais riscos são vistos atualmente para a safra 27/28, já que o El Niño poderia restringir a disponibilidade de água para irrigação e atrasar a floração do café”, afirma.

Mercado segue atento à oferta global de café

Com estoques reduzidos no Vietnã, atraso da colheita na Indonésia e incertezas climáticas para os próximos ciclos, o mercado internacional de café segue monitorando de perto a evolução da oferta asiática.

A combinação entre menor disponibilidade imediata e riscos climáticos futuros mantém o setor em alerta e reforça a volatilidade nas cotações globais do café robusta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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