Policiais militares do 4º Batalhão apreenderam 33 tabletes de pasta base de cocaína, na manhã desta segunda-feira (4.5), em Várzea Grande. As drogas foram encontradas em uma residência que servia como depósito de entorpecentes. Um homem, de 41 anos, foi preso em flagrante por tráfico ilícito de drogas.
O suspeito foi localizado pela equipe do Grupo de Apoio (GAP) do 4º BPM, que recebeu denúncias sobre um homem que estaria realizando a entrega de drogas em uma caminhonete S10 branca. Segundo as informações, o suspeito estava se deslocando pelo bairro Jardim Maringá.
Os militares seguiram em diligências, encontraram o veículo conduzido pelo homem e realizaram a abordagem. Dentro do carro, foram encontrados três tabletes de pasta base de cocaína escondidos no banco do passageiro.
Em seguida, os policiais seguiram até a residência do suspeito, no bairro Tancredo Neves, em Cuiabá. No local, novas buscas foram feitas, e a PM localizou mais 30 tabletes da mesma droga em um compartimento oculto, no piso da área externa do imóvel.
O homem foi detido e conduzido para a Central de Flagrantes de Várzea Grande, com todo o entorpecente apreendido, para o registro da ocorrência e demais providências.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (5.5), a Operação Roleta Russa para cumprir 12 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa envolvidos com tráfico de drogas, extorsão e outros crimes na cidade de Cuiabá.
Na operação, são cumpridos dois mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão domiciliar, além do sequestro de um veículo e do bloqueio de valores no limite de R$ 10 milhões nas contas dos investigados. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá.
A investigação, conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), tem como alvo principal uma liderança de uma facção criminosa, que atualmente se encontra preso na Penitenciária Central do Estado (PCE).
O faccionado, que cumpre pena em regime fechado, atingiu os requisitos para progressão ao regime semiaberto no último dia 1º de maio. O novo mandado de prisão tem como objetivo impedir a progressão de regime e mantê-lo custodiado.
O segundo alvo dos mandados de prisão é o primo do investigado, que está em liberdade e é apontado como braço direito no cometimento dos crimes e na tentativa de domínio de territórios.
As investigações apontaram que o suspeito, mesmo preso, utilizava sua posição hierárquica na facção para controlar atividades criminosas e tentar exercer domínio em bairros da cidade de Cuiabá, como o Planalto e o Altos da Serra.
De dentro da unidade prisional, ele emanava ordens buscando a liderança do tráfico de drogas, das extorsões e de outras atividades criminosas em áreas designadas, em benefício próprio e da facção. Também atuava na negociação do tráfico de drogas com emissários da Bolívia e no controle dos lucros obtidos com as vendas em Cuiabá. O primo executava esses comandos de fora da cadeia.
Lavagem de dinheiro
As investigações apontam que os alvos movimentaram mais de R$ 20 milhões em três anos, em favor da facção criminosa e dos familiares do conselheiro, sendo ele também o responsável por liderar a lavagem de dinheiro e a ocultação de patrimônio adquirido com os crimes praticados, com o auxílio da esposa e de um primo.
A esposa, apesar de não possuir profissão ou renda fixa, mantinha uma vida confortável, com casa própria, bens de alto valor e um veículo de luxo, que será objeto de sequestro.
Com base nos elementos apurados, o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas representou pelas medidas judiciais contra os investigados, que foram deferidas pela Justiça. Além das prisões, foram autorizados mandados de busca domiciliar na residência da esposa do conselheiro da facção e em outros dois endereços de pessoas ligadas a ele.
Outras medidas autorizadas pela Justiça incluem o sequestro de um veículo de luxo ocultado e utilizado pela esposa do faccionado, bem como o bloqueio de seis contas bancárias utilizadas na lavagem de dinheiro. Entre as contas bloqueadas está a de uma advogada que já foi alvo da Operação Apito Final, também deflagrada pela GCCO.
Operação Pharus
A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e da Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A rede articula unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
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