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Mato Grosso sedia Encontro Nacional de Ouvidores Judiciais do Poder Judiciário

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Membros das ouvidorias judiciais dos Tribunais de Justiça, Tribunais Regionais Federais e Tribunais Militares estão reunidos em Mato Grosso para debater propostas de aprimoramento das unidades em todo o país. O evento faz parte do 14° Encontro do Colégio Nacional dos Ouvidores Judiciais do Poder Judiciário (Cojud), promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) em parceria com a entidade representante das ouvidorias.

Durante os dias 17, 18, 19 e 20 de março, o encontro reúne, além de ouvidores judiciais, o ministro ouvidor do Superior Tribunal de Justiça e conselheiros do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Entre os temas em pauta estão, por exemplo, boas práticas nas ouvidorias, Poder Judiciário na era da inteligência artificial, desafios práticos, experiências institucionais, riscos oriundos das redes sociais, propostas de aprimoramento e a Resolução CNJ 660, que institui o Sistema Nacional de Ouvidorias de Justiça (Ouvjus).

Ao final, será apresentada e colocada para aprovação a Carta de Cuiabá. O documento agrupará os principais encaminhamentos, diretrizes e compromissos institucionais que serão definidos no encontro. Para o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, os temas são centrais para o presente e futuro da Justiça, visto que estão diretamente ligados à escuta do cidadão, à qualificação dos serviços e ao fortalecimento do Poder Judiciário.

“A programação conta com temas atuais e de grande relevância. Eles também apontam para resultados concretos, como o aperfeiçoamento do atendimento, o fortalecimento da integridade institucional, a difusão de bases práticas e a construção de propostas efetivas para o avanço das ouvidorias judiciais. Tenho certeza de que esse encontro será marcado por reflexões importantes e por contribuições valiosas que, ao final, se consolidarão na Carta de Cuiabá”, afirmou José Zuquim Nogueira.

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Na avaliação do ouvidor-geral do Poder Judiciário e vice-presidente do Cojud, desembargado Roberto Curvo, o evento representa um espaço de troca de experiências e de escuta qualificada, a partir do qual as atividades das ouvidorias dos tribunais de todo o Brasil poderão ser aprimoradas.

“Isso tem um impacto bastante positivo, porque nós conseguimos dimensionar e identificar os principais gargalos e desafios ao longo do Brasil todo. As manifestações, as reclamações, os elogios, os pedidos de informação que são apresentados, por exemplo, no estado da Bahia, não são a mesma realidade de Mato Grosso e de outros grandes centros. Então, são esses espaços que permitem essa riqueza de troca de informações e aprimoram, sim, na ponta, o trabalho que é oferecido ao cidadão”, destacou Rodrigo Curvo.

De acordo com o presidente do Cojud e ouvidor-geral do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargador Abraham Peixoto Campos Filho, o momento permite o compartilhamento de soluções para dificuldades em comum. Além disso, oportuniza a disseminação de boas ideias e novas práticas que contribuirão para que a sociedade receba uma prestação de serviços ainda mais efetiva.

“Essa troca de experiência é fundamental. E o Tribunal de Mato Grosso, por meio do nosso vice-presidente Rodrigo Curvo, tem exercido um papel fundamental para que nós possamos cada vez mais alavancar nossa atuação e disseminar as boas ideias e as boas práticas Brasil afora. O desembargador tem sido um companheiro fundamental para que o Colégio desenvolva esses trabalhos”, disse o presidente do Cojud.

Também participaram da solenidade de abertura o ministro-ouvidor do Superior Tribunal Militar, general Lourival Carvalho Silva, o corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador José Luiz Leite Lindote, o presidente de honra e ouvidor-geral do TJ do Rio Grande do Sul, desembargador Altair de Lemos Júnior, conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Alisson Carvalho de Alencar, ouvidora-geral adjunta do Ministério Público de Mato Grosso, procuradora de Justiça Silvana Corrêa Vianna, a presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), juíza Jaqueline Cherulli, os desembargadores do TJMT, Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo, Hélio Nishiyama e Gilberto Giraldelli, o secretário-geral e juiz auxiliar da Presidência do TJMT, Agamenon Alcântara Moreno Júnior, a juíza auxiliar da Presidência do TJMT, Christiane da Costa Marques Neves, o juiz auxiliar da Ouvidoria do TJMT, Bruno D’Oliveira Marques, juízes e juízas do Poder Judiciário de Mato Grosso.

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O Cojud

O Colégio Nacional de Ouvidores Judiciais (COJUD) foi fundado em 06 de março de 2015 com o objetivo de fortalecer as Ouvidorias Judiciais, constituindo-se em uma sociedade civil, sem fins lucrativos, integrada pelos magistrados dos Tribunais de Justiça, dos Tribunais Regionais Federais e dos Tribunais Militares que estiverem exercendo o cargo de Ouvidor, bem como por sua comissão executiva.

A criação do Cojud se deu para melhor atender as diversas demandas recebidas pelas Ouvidorias Judiciais, e principalmente para defender as prerrogativas e as funções institucionais das Ouvidorias Judiciais na representação dos legítimos interesses do cidadão. Também, para incentivar a integração das Ouvidorias Judiciais e garantir a atuação e a independência administrativo-funcional das Ouvidorias Judiciais.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso do TJMT forma 100 novos facilitadores e fortalece cultura de paz nas escolas de MT

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O fortalecimento de uma cultura de paz nas escolas ganha um novo impulso em Mato Grosso nesta quarta-feira (18) com o encerramento do curso de formação em Justiça Restaurativa que forma mais 100 facilitadores da rede estadual de ensino. A iniciativa é conduzida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

A formação foi realizada na Escola dos Servidores do Poder Judiciário, em Cuiabá, e reuniu assistentes sociais e psicólogos das equipes psicossociais que atuam em 139 escolas estaduais distribuídas por 11 municípios da Diretoria Metropolitana de Educação (DME), incluindo Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães e Poconé.

Mais do que uma formação técnica, o curso propõe uma mudança na forma de lidar com conflitos no ambiente escolar, apostando no diálogo, na escuta e na construção coletiva de soluções.

De acordo com o assessor de relações institucionais do Nugjur e instrutor da formação, Rauny Viana, o curso é resultado de uma articulação entre o Judiciário, o Ministério Público e a Seduc, e faz parte de uma trilha formativa mais ampla.

“Esse é o módulo prático da formação. Os participantes saem aptos a conduzir círculos de diálogo sobre temas como bullying, respeito, preconceito e inclusão, fortalecendo habilidades socioemocionais dos estudantes. É mais uma ferramenta para promover a pacificação social nas escolas”, explicou.

Embora o programa completo siga até o sétimo módulo ao longo do ano, os participantes já concluem esta etapa preparados para aplicar as práticas restaurativas em suas unidades.

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Parceria estratégica

O psicólogo da Coordenadoria de Gestão Escolar e de Rede (DME) da Seduc, Hallison José Gonçalves de Souza, destacou que a Justiça Restaurativa representa um avanço estratégico na forma de atuação dentro das escolas.

Segundo ele, a iniciativa está inserida em uma política estruturada e construída ao longo dos últimos anos, fortalecida pela parceria entre o Judiciário e a Educação.

“A gente está falando de uma política consolidada, com eixos bem definidos e que se fortalece com essa parceria entre o Tribunal de Justiça e a Secretaria de Educação. Com essa formação, são 100 servidores que passam a atuar diretamente no chão da escola, atendendo 11 municípios e ampliando o alcance das práticas restaurativas em dezenas de unidades escolares”, explicou.

Hallison também destacou que a aplicação prática já tem mostrado resultados no cotidiano escolar. “Hoje mesmo participei de uma situação em uma unidade escolar em que o Círculo de Construção de Paz foi essencial. Era um contexto de conflito e, além das orientações tradicionais, o Círculo possibilitou que os estudantes tivessem espaço de fala, protagonismo e escuta. Muitas vezes, eles conseguem expressar ali questões que estavam ocultas. Isso faz toda a diferença na resolução dos conflitos”, relatou.

Cotidiano transformado

Para a assistente social Fabiana Monteiro, da Escola Estadual Padre Firmino, em Cuiabá, a formação traz impactos diretos no cotidiano escolar.

“É muito importante poder levar para os estudantes esse conhecimento, fortalecer o vínculo dentro da sala de aula e nas unidades escolares. Esse curso está sendo fundamental para a nossa atuação profissional”, destacou.

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A proposta da Justiça Restaurativa é justamente ampliar as possibilidades de intervenção das equipes psicossociais, que já atuam na mediação de conflitos, oferecendo ferramentas práticas como os Círculos de Construção de Paz.

A assistente social Ana Paula Rocha, da Escola Estadual Ernandy Maurício Baracat de Arruda, em Várzea Grande, ressaltou a transformação que a metodologia proporciona.

“O Círculo tem sido uma experiência maravilhosa. É uma nova ferramenta para situações que já trabalhamos, mas com um novo olhar, baseado na comunicação não violenta e na escuta ativa, sem julgamentos. Agora, com essa formação, vamos conseguir aplicar de fato essa metodologia dentro da escola”, afirmou.

Impacto na rede de ensino

Com a conclusão desta turma, Mato Grosso alcança a marca de 225 facilitadores formados em Justiça Restaurativa em menos de quatro meses — sendo 100 novos profissionais nesta etapa e outros 125 formados anteriormente.

A iniciativa fortalece a atuação das equipes psicossociais, previstas na Lei Federal nº 13.935/2019, que garante a presença de psicólogos e assistentes sociais na educação básica para apoio ao desenvolvimento dos estudantes.

Na prática, a formação contribui para:

· prevenção e mediação de conflitos;

· promoção da saúde emocional;

· melhoria das relações escolares;

· fortalecimento da cultura de paz.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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