Várzea Grande

Prefeitura lança campanha inédita de conscientização sobre autismo e censo para mapear PCDs

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“Não dá mais para fechar os olhos. Esse censo é um marco e nos ajudará a transformar a realidade da inclusão. Precisamos conhecer quem são e onde estão essas pessoas para construir uma Várzea Grande verdadeiramente inclusiva”, afirmou a prefeita

Ontem, 2 de abril, data em que se celebrou o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, a Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) ‘Salvelina Ferreira da Silva’, foi palco de um importante marco para a inclusão em Várzea Grande. A prefeita Flávia Moretti (PL) e a assessora de Políticas Públicas de Inclusão, Priscilla Lima, lançaram oficialmente a campanha de conscientização sobre o autismo e um inédito censo para mapear todas as pessoas com deficiência (PCDs) e neurodivergentes no Município. A iniciativa contou com a presença de diversas autoridades e especialistas na área da inclusão social.

“Várzea Grande vive um novo momento de inclusão”, afirmou durante seu discurso, a prefeita Flávia Moretti ressaltando a importância de conhecer a real demanda da população PCD e neurodivergente para a implementação de políticas públicas efetivas.

“Estamos falando de inclusão, então vou me apresentar para todos”, disse a prefeita ao iniciar sua fala, promovendo acessibilidade e respeito a todos os presentes se descrevendo fisicamente. E continuou: “Várzea Grande vive um novo momento, e sei que a política de inclusão sempre ficou à margem. Mas por quê? Como mudar essa realidade? Muitas famílias não sabem onde procurar apoio, e o próprio poder público também desconhece a demanda exata. Por isso, estamos dando o primeiro passo com esse censo: conhecer para incluir”.

A prefeita também destacou que a gestão municipal irá espalhar cartazes com QR Code em locais estratégicos, como escolas, unidades de saúde, supermercados e comércios, permitindo que as pessoas possam se cadastrar de forma simples e rápida. “Precisamos conhecer quem são e onde estão essas pessoas para construir uma Várzea Grande verdadeiramente inclusiva”, afirmou.

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A assessora municipal de Políticas Públicas de Inclusão, Priscilla Lima, reforçou a importância da iniciativa e o impacto positivo para as famílias. “Hoje, dia 2 de abril, é uma data muito especial para nós que lutamos pelos direitos dos nossos filhos e familiares. O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento e muitas vezes enfrentamos desafios enormes para garantir que essas pessoas sejam vistas e ouvidas. Não dá mais para fechar os olhos. Esse censo é um marco e nos ajudará a transformar a realidade da inclusão em Várzea Grande”.

Diney Ribeiro Campos, presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Várzea Grande, que há 45 anos atua na defesa dos direitos da pessoa com deficiência, celebrou a iniciativa. “Sempre cobramos essa ação e hoje vemos o comprometimento real da prefeitura. Conhecer a população PCD de Várzea Grande é fundamental para que possamos implementar políticas eficazes e garantir direitos”.

A vereadora Lucélia Oliveira destacou a importância do apoio às famílias. “O autismo é uma condição neurológica que afeta o comportamento e o desenvolvimento. É essencial que os pais tenham suporte, informação e estrutura para oferecer a melhor qualidade de vida aos seus filhos”. Ela ainda anunciou uma audiência pública sobre o tema no dia 16 de abril, às 18h30, na Câmara de Vereadores.

COMO PARTICIPAR DO CENSO? O cadastramento pode ser feito de forma digital. Os cartazes com QR Code estarão disponíveis em diversas localidades, como: escolas municipais, CRAS e CREAS, unidades de saúde, com o apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) os cartazes também estarão em supermercados e comércios locais.

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A população também poderá se cadastrar diretamente pelo site da prefeitura, no endereço eletrônico aqui, garantindo que todos tenham acesso ao levantamento.

JUNTOS POR UM MUNDO MAIS AZUL – Com o lema “Inclusão e respeito: todos juntos por um mundo mais azul!”, a campanha reflete o compromisso da prefeitura em garantir direitos, acessibilidade e dignidade para todas as pessoas autistas e suas famílias. Seja na educação, saúde ou no dia a dia, a iniciativa busca transformar Várzea Grande em uma referência em políticas públicas de inclusão.

“A expectativa agora é que toda a população participe ativamente do censo e que, a partir dos dados coletados, seja possível construir uma cidade mais acessível, acolhedora e inclusiva para todos”, pontuou a prefeita Flavia Moretti.

O evento também contou com a participação de diversas autoridades comprometidas com a inclusão, como: Cláudia Cristina Ferraz, secretária adjunta de Ação Governamental da Casa Civil de Mato Grosso; Otair Rondon, presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conede/MT); Juliana Forte, presidente do Instituto Psicossocial Renascer do Autismo (IPRA); Larissa Farias Silva, presidente da Comissão de Defesa do Direito da Pessoa com Deficiência da OAB-VG; e, Jeovana Amorim, coordenadora da Pessoa com Deficiência da Prefeitura de Várzea Grande.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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