AGRONEGÓCIO

Piscicultura em viveiros escavados cresce no Brasil com tecnologia de manejo e fortalece produção familiar

Publicado em

A piscicultura brasileira segue em expansão e encontra nos viveiros escavados um dos principais sistemas de produção para pequenos e médios produtores. A adoção de tecnologias de manejo, aliada a práticas de gestão mais eficientes, tem impulsionado a produtividade e reduzido riscos na atividade aquícola.

Em 2024, o Brasil produziu cerca de 968 mil toneladas de peixes cultivados, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR). O desempenho reforça o papel da piscicultura familiar, especialmente em sistemas de viveiros escavados, que concentram grande parte da produção nacional.

Tocantins se destaca na produção aquícola com espécies nativas

No recorte regional, o Tocantins registrou aproximadamente 18,1 mil toneladas de peixes cultivados em 2024, também de acordo com a PeixeBR. O estado se destaca pela produção de espécies nativas e pela forte presença de pequenos produtores na cadeia aquícola.

Esse cenário foi tema do programa Prosa Rural, da Embrapa, com base no Manual de Piscicultura Familiar em Viveiros Escavados, reunindo orientações técnicas sobre manejo, produção e organização da atividade no campo.

Viveiros escavados oferecem flexibilidade produtiva ao piscicultor

De acordo com a pesquisadora Ana Paula Rodrigues, da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO), o principal diferencial dos viveiros escavados é a flexibilidade de intensificação do sistema produtivo.

Segundo ela, o modelo pode ser ajustado conforme a realidade do produtor, variando entre sistemas extensivo, semi-intensivo e intensivo.

Leia Também:  No PodCast do Pensar Agro, Francisco Almeida anuncia sua candidatura à presidência do Confea

No sistema extensivo, há menor uso de ração e maior dependência de alimento natural. Já o intensivo utiliza maior densidade de estocagem e alimentação exclusivamente com ração comercial. O semi-intensivo combina características dos dois modelos e é o mais adotado na prática.

Manejo técnico e gestão elevam eficiência da produção de peixes

O Manual de Piscicultura Familiar em Viveiros Escavados reúne orientações fundamentais para a atividade, incluindo construção de viveiros, qualidade da água, sanidade, alimentação e comercialização.

O material também traz ferramentas de gestão econômica e incentiva a organização coletiva dos produtores como estratégia para fortalecimento da piscicultura familiar.

A adoção de práticas técnicas contribui para reduzir perdas produtivas, melhorar o desempenho dos sistemas e aumentar a eficiência em pequenas propriedades rurais.

Controle alimentar é decisivo para rentabilidade da piscicultura

O manejo da alimentação é considerado um dos pontos mais críticos da atividade. A pesquisadora Ana Paula Rodrigues destaca a importância do controle do estoque de peixes no viveiro para ajuste correto da ração.

Segundo ela, o produtor precisa conhecer com precisão a quantidade e o peso dos animais.

“É muito importante o produtor saber quantos peixes ele tem no viveiro”, afirma a pesquisadora.

O uso de biometrias mensais e tabelas de alimentação permite ajustar a oferta de ração conforme a fase de crescimento dos peixes, garantindo maior eficiência produtiva.

Custos elevados reforçam importância da gestão na piscicultura

De acordo com o supervisor do SENAR, Vicente Neto, a piscicultura deve ser tratada como uma atividade empresarial, com foco em gestão e planejamento.

Leia Também:  Café brasileiro registra alta de 21,8% nas exportações e anima setor

Ele destaca cinco desafios principais: gestão da atividade, regularização fundiária, organização dos produtores, qualidade da água e manejo alimentar.

A ração pode representar até 90% do custo operacional, o que torna o controle alimentar um fator decisivo para a rentabilidade.

Organização coletiva amplia competitividade dos produtores

A formação de associações entre produtores é apontada como estratégia essencial para fortalecer a piscicultura familiar. A compra coletiva de insumos e a comercialização conjunta aumentam o poder de negociação e reduzem custos.

Segundo Vicente Neto, a falta de regularização fundiária limita o acesso ao crédito rural, enquanto a baixa organização reduz a competitividade no mercado.

O uso de ferramentas técnicas, como o manual da Embrapa, contribui para a profissionalização da atividade e melhora a tomada de decisão no campo.

Tecnologia e planejamento impulsionam piscicultura familiar no Brasil

O programa Prosa Rural reforça que o avanço da piscicultura depende da integração entre tecnologia, gestão e planejamento.

A combinação desses fatores aumenta a eficiência dos sistemas em viveiros escavados, reduz riscos produtivos e melhora a previsibilidade da atividade.

Com a modernização do manejo e o fortalecimento da organização produtiva, a piscicultura familiar se consolida como uma alternativa estratégica de geração de renda e desenvolvimento no meio rural brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Preços da banana caem 4,89% nas Ceasas do Brasil, aponta Conab; hortaliças também registram recuo em maio

Published

on

Os preços da banana e de outras frutas e hortaliças registraram queda na média ponderada das Centrais de Abastecimento (Ceasas) em maio, segundo a nova edição do boletim hortigranjeiro divulgado pela Conab no âmbito do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort).

De acordo com o levantamento, a banana apresentou recuo médio de 4,89%, enquanto a alface caiu 1,94% em relação a abril. A maçã também manteve tendência de baixa, com redução de 5,53% na média ponderada dos entrepostos monitorados.

Oferta elevada pressiona preços da banana e da maçã

A queda no preço da banana foi influenciada principalmente pelas boas condições de produção, especialmente da variedade nanica, o que elevou a oferta e melhorou a qualidade do produto no atacado.

Na Ceasa Campinas, por exemplo, as cotações recuaram 13,27% em relação a abril. Já em Fortaleza (CE), houve comportamento contrário, com alta média de 6%, refletindo demanda regional específica.

No caso da maçã, o movimento de queda foi mais intenso no Centro-Sul, com destaque para o Rio de Janeiro, onde os preços recuaram 12,65%.

Melancia e laranja têm comportamento misto no mercado

Apesar de leve alta na média geral, a melancia apresentou queda de preços em cerca de 70% das Ceasas analisadas. O aumento mais expressivo ocorreu no Rio de Janeiro, impulsionado pela maior participação de minimelancias no mercado.

Leia Também:  No PodCast do Pensar Agro, Francisco Almeida anuncia sua candidatura à presidência do Confea

Já a laranja teve alta média de 1,42%, influenciada por estoques moderados e redução da demanda externa. Ainda assim, houve quedas relevantes em praças como São Paulo (-10,93%) e São José (SC), com -10,03%.

Mamão registra maior alta entre as frutas

Entre as frutas monitoradas, o mamão apresentou o maior aumento médio, com alta de 7,49%. A redução da oferta da variedade formosa e a menor produção no sul da Bahia e norte do Espírito Santo contribuíram para o movimento de alta.

Hortaliças seguem com forte oscilação no atacado

No segmento de hortaliças, a alface registrou queda generalizada, com recuos mais expressivos em Belo Horizonte (-27,98%), Vitória (-25,71%) e Rio de Janeiro (-25,20%). A retração da demanda no inverno e a queda de 10,8% na oferta explicam o movimento.

A cenoura apresentou estabilidade, com leve queda de 0,63%, enquanto a cebola manteve tendência de alta pelo terceiro mês consecutivo, avançando 12,53%, influenciada pela menor oferta, especialmente de Santa Catarina.

O tomate também subiu, com alta média de 19,85%, refletindo o controle de oferta por parte dos produtores e a influência das temperaturas mais baixas sobre a maturação.

Leia Também:  Café brasileiro registra alta de 21,8% nas exportações e anima setor
Batata tem forte alta e lidera variações entre hortaliças

A batata registrou a maior alta entre todos os produtos analisados, com aumento médio de 57,95% nas Ceasas. O movimento foi impulsionado pelo fim da safra das águas e pela entrada ainda limitada da safra de inverno.

Minas Gerais, principal estado produtor, teve alta de 84,44%, enquanto Santa Catarina foi a única região com leve recuo.

Exportações de frutas crescem 14,1% em 2026

O boletim da Conab também aponta crescimento nas exportações do setor hortifrutícola. Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil exportou 555,77 mil toneladas, com faturamento de US$ 663,4 milhões, alta de 14,1% em relação ao mesmo período de 2025.

O desempenho foi puxado principalmente por frutas como maçã, manga, melão, melancia, abacate e pêssego.

Clima e El Niño influenciam produção e abastecimento

A edição também traz análise sobre os impactos do fenômeno El Niño e das mudanças climáticas na produção de frutas e hortaliças, destacando efeitos regionais e orientações técnicas para produtores diante da instabilidade climática e da pressão sobre o abastecimento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA