Transferência não apresentada

Os R$ 600 mil do deputado Sebastião Rezende para a Unemat ainda precisam ser comprovados

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Deputado afirma ter repassado R$ 600 mil para o curso de Arquitetura e Urbanismo, mas NOB citada para comprovar a transferência não foi apresentada.

A implantação de uma turma especial de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em Rondonópolis foi anunciada com previsão de R$ 1,2 milhão. A proposta previa R$ 600 mil destinados pelo deputado estadual Sebastião Rezende e outros R$ 600 mil pela Prefeitura.

Sebastião Rezende afirma que os R$ 600 mil foram repassados e depositados na conta da Prefeitura. Segundo ele, uma Nota de Ordem Bancária (NOB) comprova a transferência. A NOB não foi apresentada publicamente.

Os outros R$ 600 mil também não têm, até o momento, um documento público que estabeleça a obrigação da Prefeitura.

A proposta foi discutida entre o deputado Sebastião Rezende e o então ex prefeito José Carlos do Pátio. O combinado era que o deputado destinaria R$ 600 mil e a Prefeitura colocaria outros R$ 600 mil.

A reportagem investigou e não foi encontrado pela Prefeitura qualquer documento assinado pela gestão anterior. O acordo entre os dois, porém, foi apenas verbal. Não foi apresentado convênio, termo ou outro documento da gestão anterior que determine o pagamento dos R$ 600 mil pelo município.

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Sem esse registro, não há documento que obrigue a atual administração a cumprir o acordo feito entre o deputado e o ex-prefeito.

A estimativa inicial de R$ 1,2 milhão também não representa necessariamente o custo atual do projeto. A implantação de um curso de Arquitetura e Urbanismo envolve despesas como equipamentos e outras necessidades da universidade. O valor atualizado precisa ser informado pela Unemat.

No caso do recurso atribuído do Sebastião Rezende, falta a apresentação da NOB citada pelo deputado. No caso da contrapartida municipal, falta um documento que comprove que a Prefeitura tenha que assumir formalmente o pagamento.

A apresentação desses documentos permitirá verificar quanto foi repassado, quando o dinheiro chegou aos cofres municipais e se existe uma obrigação financeira deixada pela administração de José Carlos do Pátio para a atual gestão.

Essas ações não significam que a Prefeitura tenha assumido o compromisso de R$ 600 mil discutido na gestão anterior.O prefeito Cláudio já disse publicamente que entregaria por meio do doação o prédio para a Unemat no entanto a instituição não se manifestou, fazendo que o núcleo passa-se de 7 cursos para apenas 2, impactanto o acesso dos estudantes da região ao ensino superior gratuito.

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Fonte: Política

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MATO GROSSO

Aos 12 anos, aluno do Colégio Maxi transforma paixão pela ciência em livro e chega à Bienal de São Paulo

José Murilo fala 12 idiomas e criou obra bilíngue que une química, literatura e ilustração; trajetória reforça proposta de formação do Maxi, integrante do Grupo Salta

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Aos 12 anos, José Murilo Bernal Barreto Carneiro já transformou uma de suas grandes paixões em livro. Aluno do Colégio Maxi, em Cuiabá, o jovem autor criou “Element Humans – A vida na Tabela Periódica!”, obra que une ciência, literatura, criatividade e desenho e que chegou a um dos principais eventos literários do país, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

 

José é autista, possui altas habilidades e superdotação e fala atualmente 12 idiomas. No livro, escrito em português e inglês, ele transforma os elementos químicos em personagens, cada um com personalidade, características e funções próprias. As ilustrações também foram produzidas pelo próprio estudante.

 

A relação com a ciência começou ainda na infância. Entre 2020 e 2021, um vídeo sobre a Tabela Periódica despertou sua curiosidade e abriu caminho para novas pesquisas. Com o tempo, conhecimento e imaginação se encontraram até virarem uma obra.

 

É uma trajetória que também encontra espaço no ambiente escolar. No Colégio Maxi, integrante do Grupo Salta, a formação busca estimular autonomia, curiosidade, criatividade e o desenvolvimento das potencialidades individuais dos estudantes, respeitando diferentes formas de aprender e de se expressar.

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Para a direção do Maxi, conquistas como a de José mostram que educação também significa saber enxergar aquilo que torna cada aluno único.

 

“O José nos mostra o que pode acontecer quando conhecimento e curiosidade caminham juntos. Para nós, é motivo de muito orgulho acompanhar um aluno que consegue transformar seus interesses em produção, aprendizado e realização. A escola tem justamente esse papel: oferecer ferramentas e oportunidades para que cada estudante desenvolva todo o seu potencial.”

 

Além da ciência, José demonstra especial interesse pela escrita, gramática e aprendizado de novas línguas. Uma combinação de habilidades que, aos 12 anos, já ultrapassou os limites da sala de aula e ganhou as páginas de um livro.

 

Mais do que celebrar um jovem escritor, a história de José mostra a força de uma educação que não tenta colocar todos os alunos no mesmo caminho — mas ajuda cada um a descobrir até onde o próprio talento pode levá-lo.

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